João Arcanjo

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João Arcanjo de Souza ( João de Vital ) Nascido em Itapetim – PE., poeta, cantador e organizador de todos os Festivais de poetas profissionais e amadores de Itapetim.

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Uma mostragem de centenas de trabalhos de sua autoria:

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Agente vem para o mundo

Por pouco tempo emprestado

Se na entrada do céu

For preciso ser coado

Vai ter gente que só passa

Se o pano tiver furado

Rogaciano Leite

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Rogaciano Leite,nasceu em Itapetim no sítio Cacimba Nova em 1 de Julho de 1920 e faleceu no Rio de Janeiro em 7 de Outubro de 1969,Filho dos agricultores Manoel Francisco Bezerra e de Maria Rita Serqueira Leite, iniciou a carreira de poeta-violeiro aos 15 anos de idade, quando desafiou, na cidade paraibana de Patos, o cantador Amaro Bernadino.

Em seguida, Rogaciano Leite foi para o Rio Grande do Norte, onde conheceu e iniciou amizade com o renomado poeta recifence Manoel Bandeira. Aos 23 anos de idade mudou-se para Caruaru, no agreste pernambucano, onde apresentou um programa diário de rádio. De Caruaru, seguiu para Fortaleza, onde tornou-se bancário .

Entre 1950 e 1955, Rogaciano residiu nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. No Rio casou-se com Maria José Ramos Cavalcante, com quem teve os filhos Rogaciano Filho, Anita Garibaldi, Roberto Lincoln, Helena Roraima, Rosana Cristina e Ricardo Wagner.

Em 1968 deixou o Brasil para uma temporada na França e outros países da Europa . Na Rússia deixou gravado, em monumento na Praça de Moscou, o poema Os Trabalhadores.

Alguns dos poemas mais conhecidos de Rogaciano Leite são Acorda Castro Alves, Dois de Dezembro, Poemas escolhidos, Carne e Alma, Os Trabalhadores e “Eulália. Rogaciano faleceu, de enfarte miocárdio , no Hospital Souza Aguiar, no Rio de Janeiro. O corpo do poeta está sepultado no cemitério São João Batista, em Fortaleza, Ceará.

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Rogaciano Leite foi, ainda, jornalista e era formado em Direito e Letras.

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Em dezembro de 2007 foi lançado em pernambuco na cidade de Itapetim pela jornalista Tacianna Lopes o documentário “Reminiscência em Prosa e Versos”,o vídeo conta um pouco da história de Rogaciano Leite. Um trabalho inédito, um curta-metragem de aproximadamente 23 minutos e que conta com a particpação de familiares, admiradores e amigos contemporãneos do Poeta,entre eles está o escritor Ariano Suassuna, que junto com Rogaciano na década de 40 foi responsável pela realização do I Congresso de Cantadores Repentistas do Brasil.

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Soneto de Rogaciano Leite.

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Sorrir e Cantar

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Quando falas porque vivo rindo
Também falas por viver cantando
Se a vida é bela e este mundo é lindo
Não há razão para viver chorando

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Cantar é sempre o que a fazer eu ando
Sorrir é sempre meu prazer infíndo
Se canto e rio,é porque vivo amando
Se amo e canto,é por que vivo rindo.

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Se o pranto morre quando nasce o canto
Eu canto e rio pra matar o pranto
E gosto muito de quem canta e rí

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Logo bem vês por estes dotes meus
Que quando canto estou pensando em Deus
E quando rio estou pensando em tí.

Rogaciano Leite

José Adalberto

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José Adalberto Ferreira (Zé Adalberto), nascido no sítio Juá, Município de Itapetim – PE, em 25 de junho de 1962, é filho do casal Odon Ferreira Campos (Odon Preto) e Maria Xavier de Souza (Mãezinha) sobrinha do folclórico Severino Cassiano Pereira (Biu Doido).

. Zé Adalberto casou – se com Maria José Ferreira de Souza, com quem tem dois filhos: Ítalo e Izabela Taise.

Estudou o primário no Grupo Escolar do Logradouro, o Ginásio e 2° Grua no Colégio Municipal de Itapetim.

. Zé Adalberto não é cantador de profissão. Até os 25 anos de idade foi agricultor e, desde 1985, é funcionário público, na função de Auxiliar de Serviços Educacionais, lotado no Grupo Escolar Tereza Torres – Itapetim – PE. Mas é poeta, tendo muitas de suas poesias publicadas em diversos livros coletâneas (Antologias). Também já participou de vários festivais de cantadores, regionais e nacionais, tendo sido premiado com várias medalhas e troféus, como, por exemplo, o 1° lugar no festival de poetas Amadores, promovido pela Prefeitura Municipal de Itapetim, no Espaço Cultural Rogaciano Leite, fazendo dupla com o poeta Fernando Emídio, do sítio Prazeres, Município de Itapetim.

. Muitos versos de Zé Adalberto foram publicados em livros coletânea e o ano passado publicou um livro sozinho, intitulado “No caroço do Juá” (Cf. FERREIRA, 2005, 174p). Além disso, muitos de seus versos foram gravados em CDS de cantorias, como por exemplo, as canções “Órgão de Mãe e ”Seu corpo é meu pecado” no CD da dupla Rogério Menezes e Raimundo Caetano, em 1998. No ano seguinte, em 1999, uma das supracitadas canções “Seu Corpo é Meu Pecado“ e a canção “Desabafo de Sertanejo” foram gravadas no Cd “Alma de menino” dos Nonatos. Além disso, participou na faixa 7, intitulada “A Mulher, do Cd “É feito de fato”, da dupla Edmilson e Lisboa.

. Tempos depois, as canções Órfão de mãe e “Seu Corpo é Meu Pecado” Foram transformadas em músicas e gravadas no CD “Netinho do Forró”. Em 2004, o cantor itapetinense Vicente di Paula, regravou a canção “Seu Corpo é meu Pecado” e uma nova canção, intitulada “Magnífica” em seu CD. Em 2005, mais uma de suas poesias, “Caboclo Nativo”, foi gravada em forma de música por Val Patriota em seu CD Intitulado “Até que em fim”

. Finalmente em 2007, Val Patriota gravou mais uma música de Zé Adalberto. Intitulada Retirei seu retrato da Carteira” Sem tirar seu amor do Coração”, que é um dos poemas do supracitado livro.

. Como também o Forró Pé – de – Bucha, gravou a música de Zé Adalberto intitulada “Traição à primeira vista”.

. Além disso, é de Zé Adalberto e Vicente di Paula o terceiro Hino Municipal de Itapetim, o qual foi oficializado pela Câmara de Vereadores pelo projeto Lei n. 27/3003 (digo terceiro, porque, nos anos 50, a poética Otacília patriota havia feito um primeiro Hino de Itapetim, que era uma paródia da Música “eu te amo meu Brasil”, que era, embora não tenha sido oficializado pela Câmara de vereadores, se cantava nas escolas Municipais nos anos 50 e, em 1993, havia sido oficializado um segundo hino, de autoria de Hilda Leite, irmã do PE. João Leite.

. Mais recentemente participou do documentário “Com a Boca No Mundo”. Da série “Poetas do repente”, produzida pela FUNDARJ e a Editora Massangana, para a TV Escola, o qual foi exibido mais de dez vezes.

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Dentre os trabalhos de Zé Adalberto, destacamos os seguintes sonetos contidos no seu supracitado livro:

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Cinesexo

Num cenário pleno de encantos, a sós

Posicionamos nossos corpos nus

Sem nenhum recalque, apenas a luz

Do amor pairava forte sobre nós

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De seu livro, o próprio Zé Adalberto selecionei esta estrofe, a partir de vários motes, que vale a pena mostra aqui:

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Pra que casa cercada por muralha

Se a cova é cercada pelo pranto

Se pra Deus todos têm do mesmo tanto

Tanto faz a fortuna ou a migalha

Pra que roupa de marca se a mortalha

Não requer estilista na costura

Se o cadáver que a veste não procura

Nem saber se a costura ficou boa

Pra que tanta riqueza se a pessoa

Nada leva daqui pra sepultura?

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RETIREI SEU RETRATO DA CARTEIRA
SEM TIRAR SEU AMOR DO CORAÇÃO

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Seu retrato foi todo incinerado
Mas até na fumaça deu pra vê-la
Não há nada que faça eu esquecê-la
Eu nem sei se por ela sou lembrado
Meu desejo está contaminado
Pelo vírus da sua sedução
Junta médica não faz intervenção
Se souber que a doença é roedeira
Retirei seu retrato da carteira
Sem tirar seu amor do coração.

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Esse meu coração só pensa nela
Apesar de bater no meu reduto
120 batidas por minuto
São as 20 por mim, e as 100 por ela
Eu com raiva rasguei a foto dela
Mas amor não se rasga com a mão
Se vontade rasgasse ingratidão
Eu só tinha deixado a pedaceira
Retirei seu retrato da carteira
Sem tirar seu amor do coração.

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Seu veículo de amor ainda cabe
Na garagem do peito que era seu,
O chassi do seu corpo está no meu
Se eu tentar alterá-lo o mundo sabe
Não existe paixão que não se acabe
Mas amor não possui limitação
Vai além das fronteiras da razão
E o que eu sinto por ela é sem fronteira
Retirei seu retrato da carteira
Sem tirar seu amor do coração.

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Da carteira eu tratei de dar um jeito
De tirar sua foto de olhos vivos
Mas não pude apagar os negativos
Que ficaram gravados no meu peito
Junto à lei nosso caso foi desfeito
A igreja anulou nossa união
Mas do peito não tive condição
De tirar esse amor por mais que eu queira
Retirei seu retrato da carteira
Sem tirar seu amor do coração.

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ÀS MÃES: NO CÉU E NA TERRA

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Minha mãe foi um ser incomparável

Se tratando de honra e de bondade

Sua vida, um currículo de amizade

Sua morte, uma perda irreparável

No se colo macio e confortável

Sem pagar aluguel fui morador

Hoje eu vivo morando de favor

Que a mansão maternal foi demolida

Minha mãe, a razão da minha vida

Sua morte, a razão da minha dor.

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MÃE

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Ainda que eu transformasse em flores

Todas as palavras que me vem à boca

E um hálito com pétalas de todas as cores

Formasse o seu nome, a graça “era” pouca;

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O seu cheiro sim, me consola as dores

Desde aquela época, qu’ eu usava touca

Mas mesmo que a ordem mudasse os fatores

Seria só mágica, minha intenção louca;

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Mãe, o seu amor é como um óleo santo

Que me unge a alma, todo o tempo, tanto

Que já nem sei mais se algum Dia é seu!

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Então, o que faço com as mãos vazias

Pra brindar as suas, se todos os dias

Você passa o dia dedicada ao meu?

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PRA QUE TANTA RIQUEZA, SE A PESSOA

NADA LEVA DAQUI PRA SEPULTURA?

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Muitas vezes, sozinho, eu me pergunto:

Pra que tanta riqueza, se depois

que o caixão encostar e couber dois,

o amigo melhor não quer ir junto?

Pra que cara fragrância, se o defunto

não exige perfume da “natura”?

Mesmo a alma é cheirosa quando é pura,

mas o cheiro do corpo ainda enjoa.

Pra que tanta riqueza, se a pessoa

nada leva daqui pra sepultura?

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Pra que casa cercada por muralha,

se a cova é cercada pelo pranto?

Se pra Deus todos têm do mesmo tanto,

tanto faz a fortuna ou a migalha.

Pra que roupa de marca se a mortalha

não requer estilista na costura,

se o cadáver que a veste não procura

nem saber se a costura ficou boa?

Pra que tanta riqueza, se a pessoa

nada leva daqui pra sepultura?

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Pra que eu me esconder detrás de um pão,

se a miséria não bate em minha porta?

Pra que eu me cansar regando horta,

se amanhã ou depois já é verão?

Pra que eu confiar no coração,

sem saber quanto tempo a vida dura?

Se as feridas da alma não têm cura,

quando é a ganância que as magoa?

Pra que tanta riqueza, se a pessoa

nada leva daqui pra sepultura?

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Não sou dono de ônibus nem de trem,

mas enquanto eu puder me locomovo.

pra que eu invejar um carro novo,

se o transporte final nem rodas tem?

Nem me avisa dizendo quando vem,

mas só anda na minha captura

e bem abaixo da sua cobertura,

ele tem quatro asas, mas não voa.

Pra que tanta riqueza, se a pessoa

nada leva daqui pra sepultura?

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Pra que eu toda hora dar balanço

no que eu tenho ou andar atrás de bingo?

Pra que tanta hora extra no domingo,

se Deus fez esse dia pro descanso?

Pra que eu trabalhar feito um boi manso,

se a chibata do dono me tortura?

Pra que eu reclamar de minha altura,

se o que a mão não alcança, Deus me doa?

Pra que tanta riqueza, se a pessoa

nada leva daqui pra sepultura?

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Pra que eu com dois olhos na barriga,

se os da cara já são suficientes?

Pra que eu invejar os meus parentes,

Se eu já sei que o retorno é uma intriga?

A formiga que evita ser formiga

cria asas, se torna tanajura,

cresce a bunda demais, cria gordura,

fica muito pesada e cai à toa.

Pra que tanta riqueza, se a pessoa

nada leva daqui pra sepultura?

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Zé Adalberto do “Caroço do Juá”.

Itapetim, 09/MAIO/2010.

Pedro Amorim ( O Poeta dos Vaqueiros)

Pedro viera Amorim ( Pedro Amorim )

Nasceu em 18 de setembro de 1921, no sítio Surubim, na divisa do município de Itapetim-PE com Desterro-PB, mas pegou na veia a poesia Itapetinense. Reside em Itapetim há mais de 50 anos, filho de Jeronimo Correia de Amorim e de D. Teresa Maria da Conceição. Não é poeta de profissão, sua principal atividade é a agricultura. É um homem inteligente, simples, simpático e de uma boa comunicação com sua gente. Casou-se com D. Aurina, com a qual teve 8 filhos: Berenice, Jerônimo, Tarcísio,Raulino, Aristóbolo, Cristovão,Cléfira  e Bartira.

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Clik aqui e veja alguns vídeos do Poeta dos Vaqueiro

Das cantorias e poemas realizadas por Pedro Amorim, destaca-se “Minha casa”, que é recitado por ele e por muitos outros cantadores, nos festivais e Vaquejadas da região. (2 primeiros versos)
.“Fui a casa onde criei
Meus oito filhos queridos
Mas com tristesa encontrei
Já uns cantos destruidos,
Tem de lado um umbuzeiro
E de outro um cajueiro,
No esquecido abandono,
As folhas sujas caindo,
Sinais de quem está sentindo
A separação do Dono.


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Um curral desmoronando,
Uma cocheira estragada,
Um mourão velho deitado
E o resto de uma latada,
Em cujo ponto, antigamente,
briguei com touro valente,
Vaca Braba e barbatão,
Senti com rigoridade
A navalha da saudade
Retalhar meu coração…”

Verso Para José Adalberto e a Resposta

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Certo dia, 38 anos atrás, um moleque  magro  do sítio juá vai até  a cidade acompanhado por sua mãe. Ao voltar para casa teve vontade de cagar  e nunca tinha usado um banheiro o mesmo cagava no mato. Muito criativo pegou um tamborete, subiu na pia fez o serviço ali mesmo; lavou as mãos, lavou a pia e seguiu seu rumo. Nem todo segredo é eterno, como ele confiou em alguém  seu segredo foi revelado, fato verídico que ele nega até hoje.

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O “poeta do Juá”

Quando no sítio vivia,

Moleque magro, e matuto

Que na cidade não ia,

Quando foi, deu-se esse caso:

“Lavou o rosto no vaso

E fez o serviço na pia”.

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Autor: O Advogado de Bernardo

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A RESPOSTA DE ZÉ ADALBERTO

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Garapa é bem criativo

Só vive arrumando caso

Inventou essa cagada

Falando de pia e vaso

Mas esse aí não sou eu

Isso é o” caneco” seu

Que guardou além do prazo.

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Garapa com vinte anos

Não conhecia o “bichim”

Quando viu numa revista

Ligeiro falou pra mim

Tremendo e “trubano” a fala:

“Um foi feito na escala

Mas os “dois” são bem “pertim”!.

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Quando Garapa brincava

De médico e de paciente

Inventava uma coceira

De “hemorróida” valente

Se deitava num lajedo

E o remédio é um segredo

Que fica só entre a gente.

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Esse tal de advogado

É cria do “seu buteco”

Não vou dizer quem é ele

Porque se disser eu peco

Mas ele não me escapa

Que pra defender Garapa

Tem que queimar o “caneco”.

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Piadas de Seu Lunga

Texto de Zamenhof – Maceió/AL

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Joaquim Rodrigues dos Santos (Caririaçu, 18 de agosto de 1927), mais conhecido como Seu Lunga, é um comerciante que se tornou conhecido no Brasil por seu temperamento forte.

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Teve sete irmãos e viveu sua infância “no meio dos matos”, afastado da cidade. O apelido lhe acompanha desde esta época, quando uma vizinha de sua família, que ele só identifica como preta velha, começou a lhe chamar de Calunga, que virou Lunga e pegou. Começou a trabalhar na roça aos oito anos de idade, e admira a criação rígida que teve de seu pai, o que marca um aspecto psicossocial do homem Lunga.

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Aos 16 anos mudou-se para Juazeiro do Norte, passando a ser ourives por dois anos. Depois começou a comercializar no Mercado Público da cidade e a trabalhar no comércio com sua loja de sucata.

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Casado em 1951, teve treze filhos, que, apesar da pouca instrução, conseguiu manter-lhes pelo menos com a educação básica. A pouca instrução de “Lunga”, por outro lado, não o impediu de candidatar-se a vereador da cidade de Juazeiro em 1988, eleição que não ganhou.

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Alguns de seus “causos” (não sei quais são apócrifos ou não):

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Seu Lunga estava na sua casa com sede. E manda seu sobrinho lhe trazer um pouco de leite. Daí o pobre do garoto pergunta:
- No copo, Seu Lunga?
E seu Lunga responde:
- Não. Bota no chão vem empurrando com o rodo, fi de rapariga!!!

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O funcionário do banco veio avisar:
- Seu Lunga, a promissória venceu.
- Meu filho, pra mim podia ter perdido ou empatado. Não torço por nenhuma promissória.

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Seu Lunga entrando em uma agropecuária.
-Tem veneno pra rato?
-Tem! Vai levar? – Pergunta o balconista.
- Não, vou trazer os ratos pra comer aqui!!! – responde seu Lunga.

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Seu Lunga, no elevador (no subsolo-garagem). Alguém pergunta:
- Sobe?
Seu Lunga:
- Não, esse elevador anda de lado.

Seu Lunga vai saindo da farmácia, quando alguém pergunta:
- Tá doente, Seu Lunga?
- Quer dizer que seu fosse saindo do cemitério, eu tava morto???

Seu Lunga dava uma bela surra no filho e o menino gritava:
- Tá bom, pai! Tá bom, pai! Tá bom, pai!
- Tá bom? Quando tiver ruim, você me avisa, que eu paro.

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O amigo de seu Lunga o cumprimenta:
- Olá, seu Lunga! Tá sumido! Por onde tem andado?
- Pelo chão, não aprendi a voar ainda…

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Na década de 70, Seu Lunga chega num bar e fala pro atendente:
- Traz uma cerveja e bota o disco de Luiz Gonzaga pra eu ouvir!
- Desculpe seu Lunga, não posso botar música hoje…
- Mas por que??
- Meu avô morreu!
- E ele levou os discos, foi?

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Durante a madrugada, a mulher do seu Lunga passa mal:
- Lunga! Ta me dando uma coisa..
- Receba!
- Mas é uma coisa ruim!
- Então devolva!!

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O telefone toca. Seu Lunga:
- Alô!
- Bom dia! Mas quem está falando?
- Você!

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“Lunga estava tirando goteiras, defeitos das telhas de sua casa, um curioso passou e perguntou: Tá tirando as goteiras seu Lunga? Ele responde: Tô não, tô é fazendo – e ai saiu feito louco a quebrar as telhas.”
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“Uma certa vez dando uma surra em um dos seus filhos, quando ainda pequeno o menino gritava: Tá bom pai, tá bom pai, pelo amor de deus, tá bom!!!!! Lunga responde: Tá bom? Que legal! Pois quando tiver ruim diga que eu paro.”


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“No seu comércio de sucata, ele também vende outros produtos dependendo da ocasião. Uma vez tinha uma saca de arroz e um romeiro perguntou: Seu Lunga como tá o arroz?…

…Ele respondeu: Tá cru!!!!!!”


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“Um outro parou pra comprar uns ovos que tinha exposto. Pegava cada ovo e balançava perto do ouvido, um a um, quando lá ia pelos 6, 7 ovos, Lunga disse: Pare, pare, pare, que chocalho tem é no mercado, pode sair.”


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“Numa madrugada dessas, a mulher de Lunga teve um mal-estar, e gemendo acordou o marido:
- Lunguinha, Lunguinha, ta me dando uma coisa aqui…
- Então receba
- Mas Lunga, é uma coisa ruim…
- Então devolva!”


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“Seu Lunga entrando em uma loja:
- Tem veneno pra rato?
- Tem! Vai levar? – Pergunta o balconista.
- Não, vou trazer os ratos pra comer aqui!!! – responde seu Lunga.”


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“Seu Lunga resolve andar um pouco e sai com seu chapéu grande e antigo. Durante sua caminhada ele resolve coçar a cabeça sem tirar o chapéu, então uma conhecida dele pergunta:
-Oxe seu Lunga, num tira o chapéu pra coçar o cabelo não é?
Seu Lunga então responde:
-E a senhorita tira a calcinha pra coçar o tabaco?”


***
“O Seu Lunga consegue um emprego de motorista de ônibus. No primeiro dia de trabalho, já no final do dia, ele para o ônibus em um ponto. E uma mulher pergunta:
- Motorista, esse ônibus vai para a praia?
E o Seu Lunga responde:
- Se você conseguir um biquini que dê nele…”


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“O Seu Lunga estava em casa e resolveu tomar um café:
- Mulher! Traz um café!
- É pra trazer na xícara?
- Não! Joga no chão e traz com o rodo!”


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“Seu Lunga vinha chegando em sua casa com 1 litro de leite, quando uma pessoa perguntou:
-Seu Lunga, vai tomar um leitinho?
-Não, é pra lavar a calçada – Ele pegou, e jogou o leite na calçada.”

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“Seu Lunga tava cortando uns limões, quando passa sua mulher e pergunta:
-Esse limão é pra fazer suco?
-Não, é pra eu usar de colírio!”


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“Seu Lunga estava chupando limão, quando cai um pouco no olho, quando passa alguém e pergunta:
-Ardeu, Seu Lunga?
-Não, mas vai arder é agora – Disse espremendo limão nos olhos.”


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“Seu Lunga estava na sua casa com sede. E manda seu sobrinho lhe trazer um pouco de leite. Daí o pobre do garoto pergunta:
-No copo Seu Lunga?
E seu Lunga responde – Não. Bota no chão vem empurrando com o rodo, fi de rapariga!!!”


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“Seu Lunga estava no mercado com uma caixa de ovos. Daí perguntaram a ele:
- Comprando ovos Seu Lunga?
Dai Seu Lunga responde – Não – jogando um por um no chão – É traque!!!”


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“Seu Lunga estava passeando na calçada com o cachorrinho. E lhe perguntam:
- Passeando com o cachorrinho Seu Lunga???
E Seu Lunga respondeu – Não. É meu passarinho – pegando o pobre podle pela coleira e fazendo ele voar.”


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“Seu Lunga estava num restaurante tomando sopa quando perguntam pra ele:
-Tomando sopa em Seu Lunga?
E seu Lunga responde levantando o prato de sopa e derramando em cima dele mesmo -Não, To tomando banho!!!!!!”


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“O funcionário do banco veio avisar:
- Seu Lunga, a promissória venceu.
- Meu filho, pra mim podia ter perdido ou empatado. Não torço por nenhuma promissória.”


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“Um sujeito até a loja do Seu Lunga e pediu uma porca de determinado tamanho, seu Lunga respondeu:
- Procure naquela caixa.
E o sujeito começou a procurar e no meio de tantas peças nada de ele conseguir achar a porca que ele queria, então exausto falou para Seu Lunga:
- Seu Lunga, não consegui achar a porca…
Indignado, Seu Lunga foi até a caixa, procurou a tal porca e a achou, então virou-se para o rapaz e respondeu:
- Eu não te disse que a porca tava aqui fi duma égua!!! – e jogando a porca novamente na caixa e misturando com as outras peças diz – agora procura de novo direito que você acha!!!”
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“O filho do Seu Lunga jogava futebol em um clube local, e um dia Seu Lunga foi assistir a um jogo de seu filho no estádio, e o sujeito sentado ao lado pergunta:
- Seu Lunga, qual dos jogadores ali é o seu filho.
Seu Lunga aponta e diz:
- É aquele ali…
- Aquele qual?
- Aquele ali!!!!
- Não tô vendo…
Então Seu Lunga “P” da vida pega uma pedra, joga em cima de seu filho e diz:
- É aquele alí que começou a chorar!!!”
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“Seu Lunga no elevador (no subsolo-garagem).
Alguem pergunta: Sobe?
Seu Lunga: – Não, esse elevador anda de lado.”
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“Seu Lunga fumando um cigarro.
A pergunta: Ora, ora! Mas você gosta de fumar?
- Não, apagando o cigarro na língua diz, gosto de me queimar.”
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“Seu Lunga, quando jovem, se apresentou à marinha para a entrevista:
Você sabe nadar? Pergunta o oficial.
-Sei não senhor.
-Mas se não sabe nadar, como é que quer servir à marinha?
-Quer dizer que se eu fosse pra aeronáutica, tinha que saber voar!!”
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“Seu Lunga vai saindo da farmácia, quando alguém pergunta:
Ta doente, seu Lunga?
- Quer dizer que seu fosse saindo do cemitério eu tava morto!!!”
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“Entra um sujeito na sucata de Seu Lunga, escolhe um relógio um pouco velho e pergunta:
- Seu Lunga, esse relógio presta pra tomar banho?
- Eu prefiro um sabonete – Responde Seu Lunga.”
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“Seu Lunga dirigia seu carro tranqüilamente por uma estrada isolada, quando um dos pneus estourou. Ao constatar que ele não trouxera um macaco, pergunta uma pessoa que ia passando muito educadamente:
- Sabe onde eu acho a porra de um macaco?
- Lá naquela casa, lá longe – aponta o cidadão, encantado com tamanha fineza.
- Mas cuidado com aquele cara, ele é muito ignorante.
- Na escola que eu me formei, Virgulino Lampião foi reprovado por frouxura. – responde então Seu Lunga.
Depois de andar mais de 25km debaixo do sol escaldante do interior do Ceará, Seu Lunga finalmente chega à tal casa. Bateu na porta, então um homem abriu e gritou:
- PUTA QUE PARIU!!!!!! O que é que você quer, caralho!?!?!?!?!
- Pega a porra do macaco e soque no cú da sua mãe, fela da puta!!!!!!!”
***
“Seu lunga foi pegar um ônibus. . .quando o motorista pede sua carteira de identidade…vendo sua carteira de identidade, o motorista diz……
-essa carteira não é sua!
seu lunga responde:
-e esse ônibus é seu?”
***
“Um conhecido de Lunga pergunta: – E ae Seu Lunga, como anda?

Seu Lunga responde sem olhar pra pessoa:

- Com as pernas não aprendi a voar ainda.”
***
“Seu Lunga andava com sua bota com par de esporas. Quando um amigo seu pergunta – e esse par de esporar?
Seu Lunga responde: – pra caçar rato! O rapaz pergunta, como?
Seu Lunga diz: – primeiro você põe um queijo no c… e quando o rato vier, você chuta de calcanhar o rato com as esporas.”

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Tem uma piada de Lunga
Sobre o leite na calçada
Certa manhã ele foi
Pegar sua vasilhada
Mas quando voltando vinha
Deu de cara c’uma vizinha
Que lhe fez pergunta errada

Ao passar por ele disse
“Hum, leitinho pra tomar?”
E ele foi logo queimando
O pavio sem azeitar
Pegou a lata e virou
Todo o leite derramou
“É pra calçada lavar!”

***
A Pescaria:
Seu Lunga sai de casa com a vara de pescar e um cestinho em direção a lagoa quando seu vizinho passa e fala:
- Indo pescar Seu Lunga? E seu Lunga responde:
- Não to indo jogar porrinha (quebrando em palitinhos a vara de pescar).
***
O cuscuz
Estava na hora do jantar então seu lunga falou pra empregada:

- Maria traga o leite. ai ela trouxe o leite. então seu lunga disse :
- Maria traga o cuscuz.aí ela trouxe o cuscuz.

Então seu lunga despejou um pouco de leite no cuscuz aí o cuscuz chupou o leite aí seu lunga olhou desconfiado e colocou mais leite no cuscuz então o cuscuz chupou o leite de novo então seu lunga já arretado pegou o prato com o cuscuz, jogou no rio e disse:

- Chupa isso ai agora seu misera !!!!




Agora vocês conhecem o Seu Lunga! :D

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Bernardo e Seu Apelido

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JOSÉ ADALBERTO

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Houve um tempo que eu gostava
De Feijão com rapadura
Mas agora o nervosismo
Quando quer me dar tontura
Eu mexo açúcar com água
E meto o pau na mistura.

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Um dia eu peguei “garapa”
Quando ele inda era rapaz
Foi mesmo que comer papa
Quando a mãe da gente faz.

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KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

Esse cavanhaque para aquele trocim que fica bem pertim.

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GARAPA É BOM QUE SÓ PAPA
MESMO QUE PAPA NÃO FOSSE
MAS DO MEU PRIMO, GARAPA
ATÉ O CANECO É DOCE.

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Querido primo Garapa
Doçura que dá prazer
Que 2008 possa
Com fartura nos trazer
Garapa e muito pão doce
Pra todo mundo comer.

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Do ano 2007
Meu coração não reclama
Trepei nas suas “cadeiras”
Derrubei você na grama
Baguncei no seu boteco
Engabelei seu caneco
E me espojei na sua cama.
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KKKKKKKKKKKKKKK!!!!!!!!!!

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Jailton Lopes

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Não quero pegar garapa
Que “Garapa” é boa gente,
A garapa e o Garapa
Se come e bebe somente,
Pra comer fiquei com medo
Que Garapa tá azedo
E eu comí fiquei doente.

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LENELSON

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De marmota, a internet
Se avista de toda lapa
Nesses sites de mensagem
De assédio ninguém escapa
Por isso num ache ruim
Que eu entre devagazim
No Orkut de Garapa!

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Fui criado no engenho
Do finado Serafim
Me melando de tiborna
Rapadura e alfinim
No caneco de GARAPA
Me lambuzava “todim”.

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WANILSON (Nito)

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Esse é o amigo Garapa
Fotógrafo de Itapetim
Fotografa muita gente
Gente boa e gente ruim
Mas tá ficando metido
Tá sendo até confundido
Com Marcelo de Zé Preguim

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Não confundam…
…é só nas fotos!!! kkkkkkkkk

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Bernardo é um Cara
Que acha que não escapa
Pra matar caranguejeira
Só mata se for com tapa
Que o viagra desse homem
É um copo de GARAPA.
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KKKKKKKKK!!!!!!!
Não responda, deixe só a poesia entrar. rsrsrsrsrsrsr!!!!!!

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JUNIOR.

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Eu pego a rapadura
relo a mesma e tiro a rapa
misturo a rapa na água
ficando aquela papa
não gostando do remédio
para curar o meu tédio
vou é atrás de garapa.

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Fumo misturado a alcool
Espanta o maruim
Fumo com o detergente
Pra matar a praga ruim
Agora fumo em garapa
Só vi em Itapetim

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JORGE DANILO

Bernardo os outros lhe apelidam,mas eu não.

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pra se botar apelido
ninguém liga se machuca
só basta achar uma brecha
que vai ali e cutuca
assim respaitem esse chapa
não lhe chamem de garapa
chame água com açúcar.

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vou juntar minha boiada
com um engenho bem no centro
passo anos trabalhando
nessa bocada eu entro
do mundo eu mudo o mapa
invento um mar de garapa
pra você timbumgá dentro

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JOSÉ MARIA

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SOU UM CABRA MUITO NOVO
E BEM LONGE DO CARITÓ
VOCE JÁ SABIA DISSO
FIQUE SABENDO “MIÓ”
DE MIM VOCE NÃO ESCAPA
E NEM PRECISO DE GARAPA
PRA ALIVIAR O “SUÓ”

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PROF. HERÁCLIO

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Gostaria de assumir
Um lugarzinho neste mapa
Não posso, sou um velho doente
mas já matei onça no tapa
Doença, podia ser a bobônica
até a radiação atômica
eu curava com GARAPA!!!

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TEO

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Não sei fazer verso não, mas tá todo mundo fazendo! Então resolvi arriscar!!! Esse é dedicado ao amigo Garapa. Saiu depois que fiz uma pesquisa a seu respeito. Lá vai!!!

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Não tem porte de nobreza
Possui a cara de tacho
É um pouco desmedido
Parece nem que é macho
Rapaz, vá logo tomar …
Não posso dizer aonde
Para não ser muito baixo.

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Garapa és uma farsa
Nunca foste açucarado
Me diz, estás preparado
Para ouvir toda a verdade?
Deixa dessa vaidade
Nunca vais ser capitão
Não passas de um bundão
Tão frouxo que dás vergonha
Até mesmo à cegonha
Que te botou nesse chão.

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CASSIO DIEGO

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Estou suspirando nas rimas
Das asas do bem-querer
E a linha da minha sina
Se enganchou nesse sofrer,
espelho-me em engenhos
quebrados por
teus cabelos cortados
só sei mesmo Dizer
que sou louco por
fartura do caneco
de Garapa …

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Tentei deixar o meu kkkkkkkkkkkkkkkkk abraço garapa .

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Felipe  DF(Filho de Necí)

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Bernardo, meu amigo
O povo quer lhe acabar
Só fala em beber garapa
O seu “Caneco” porvar
Se continuar desse jeito
Eu também quero provar.

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A você peço desculpas
Por mexer em seu Caneco
No máximo passar a mão
Por você ser muito meco
Mas isso posso explicar
É por ser também tareco.

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EDIVALDO

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eu ñ gosto de cherém
muito menos gosto de papa
quando como rapadura
no prato eu deixo a rapa
pego agua e açúcar
misturo e faço garapa.

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minha mãe mim disse filho
vou lhe dizer a verdade
se vc quizer ser homem
não ligue com vaidade
garapa é cabra bom
é melhor da cidade.

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peguei um kilo de açucar
enbrulhei numa capa
joguei dentro da bacia
num deixei nem uma rapa
quando foi com 10 minutos
tinha um litro de garapa.

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JANDELSON

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quando chego no engenho
da gamela eu como a rapa
mim enlambuso todo
parece que estou comendo pápa
e ainda passo a lingua
no caneco de garapa kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk.

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LUIZ DE CAMPINA GRANDE.

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Olá meu amigo, tudo bem? Sou Luiz de Campina Grande amigo de Allan, lembra de mim? Estou passando aqui pra deixar um recado a você, e como você é da terra de poetas que ro fazer no mesmo estilo...

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Gosto de tomar remédio,
Até mesmo se for ruim.
Recordo um que tomei,
Ali em Itapetim,
Parecia até GARAPA,
Adoçante ou coisa assim.

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Se a pessoa tá nervosa.
Bota GARAPA pra ela!
Se a menina tiver um susto
GARAPA acalma a donzela,
Se o olho ta remelando,
Vá com GARAPA lavando,
GARAPA tira a remela
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GENECI

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bernardo. se nesse ano não chuver,

o pobre fica na rapa,

sabendo que áqua é vida

sem chuva ninquem escapa,

e sem cana no bachio

quem diabo toma garapa?

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ate breve e não se espante pois está começando agorakkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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XARPINHO.

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eu sempre gostei de amgú
e você sempre amou papa
eu sempre odiei mamão
e você odeia batata
mas nos dois sempre gostamos
de tumar muita garapa

Poesia Enviada por Melquides Pereira Neto

No e-mail que enviou ao nosso Site ele falou.

Adoro cantorias e poesias, por isso me arrepio ao ouvir uma dupla improvisando as criações de Deus. Fiz um mote que diz:

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EU  DUVIDO QUE QUALQUER PESSOA SINTA

O QUE EU SINTO QUANDO OUÇO POESIA

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Sem saber que era uma arte tão sublime

Me  criei ouvindo som de cantoria

E fui sentindo mais prazer e alegria

E pouco a pouco fui gostando desse time

Hoje em dia essa arte me redime

E me enche de profunda nostalgia

Preenchendo a minha alma de harmonia

E da beleza que a natureza pinta

Eu divido que qualquer pessoa sinta

O que eu sinto quando ouço poesia.

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Aos dez anos fui morar em Itapetim

Sem pensar que seria enfeitiçado

Pelo canto do repente improvisado

Mas não pude impedir que fosse assim

Os mais velhos já falaram para mim

Por aqui tem vaquejada e cantoria

Me ligaram como em fio de energia

E me prenderam com uma corda tão sucinta

Eu duvido que qualquer pessoa sinta

O que eu sinto quando ouço poesia.

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Não ouvia comentários de artistas

Mas ouvia falar dos bons festivais

E o que me impressionou mais

Foram os nomes dos Marinhos e dos Batistas

Me falaram que foram bons repentistas

Que traziam para o povo a alegria

Que eram reis naquela categoria

E que pintavam sem utilizar a tinta

Eu divido que qualquer pessoa sinta

O que eu sinto quando ouço poesia.

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Fui crescendo e fui me apaixonando

Conhecendo esse tesouro a cada dia

Quando  ouvia uma dupla em cantoria

Me  encostava  e ficava observando

Percebia que a dupla ia rimando

E conduzindo todo o público á nostalgia

A platéia pouco a pouco se envolvia

E a lembrança não me permita que minta

Eu duvido que qualquer pessoa sinta

O que eu sinto quando ouço poesia.

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Hoje sou um amante do repente

Admiro o verso feito na hora

Sei que hoje o sertão ainda chora

A saudade dos heróis de antigamente

Eu também não esqueço aquela gente

Mas aponto os heróis de hoje em dia

Nesse rumo, no trono da cantoria

Encontramos, com certeza, mais de trinta

Eu duvido que qualquer pessoa sinta

O que eu sinto quando ouço poesia.

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Hoje avisto, lá no trono, o  Vila Nova

E em cada lado vejo um Sebastião

Com Geraldo, Edvaldo, Louro e João

E Valdir Teles, aprovado rei da trova

Prá essa turma não devia existir cova

Só viola, microfone e energia

O sertão exportando a alegria

Sexta-feira, indo até á próxima quinta

Eu duvido que qualquer pessoa sinta

O que eu sinto quando ouço poesia.

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Não pretendo ser injusto com os demais

Pois eu sei que essa lista é bem maior

É difícil eleger quem é melhor

Dos que ocupam os diários e os jornais

Não listei, pois  não me sinto capaz

De lembrar com a devida maestria

Prá anotar  quem faz rima dia a dia

A impressora vai quebrar ou faltar tinta

Eu duvido que qualquer pessoa sinta

O que sinto quando ouço poesia.

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Quando vejo uma dupla em desafio

Imagino como o mundo está carente

De uma música que é feita de repente

Eu não choro, mas me envolvo em arrepio

Como é que se faz um corrupio

Sem estudar a tremenda engenharia

Vai buscar lá no túnel uma logia

Que é de Deus, Ele não deixe que eu minta

Eu duvido que qualquer pessoa sinta

O que eu sinto quando ouço poesia.

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Abraços,
Melquides Pereira Neto – Juazeirinho – PB – Itapetim -PE – Igarassu – PE.

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Igarassu,  PE,,   29 de março de 2010.

Junior de Ademar

Garapa,em uma região aí do pajeú,existia um doutor em ciências ocultras.
Numa certa feita,indagado sobre a invernada,respondeu:
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são chuvas torrenciais
relâmpagos faiscantes
os trovões apavorantes
ventanias infernais

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avião caindo do ar
porco morrendo de grude
arrombamento de açude
navio boiando no mar

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vários incêndios de fogo
mortes feitas por assassinos
nascimento de pequeninos
jogadores jogando jogo.

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e do mucambo à clarinha
logo,logo,corre um frersco
e o tombo de um gigantesco
trêm que corre em sua linha

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